Ricos em quantidade e qualidade de água subterrânea, os aluviões são fontes hídricas fundamentais num Estado como o Ceará, inserido quase completamente no semi-árido. Com base nisso, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricosa (Funceme) realiza uma pesquisa inédita no Estado que pretende mapear os aluviões e identificar o potencial hídrico subterrâneo deles. A partir desse mapeamento, será possível explorá-los de forma mais racional. Sabendo-se onde está a água, e em que quantidade, a extração de recursos hídricos para a agricultura e o consumo humano poderá ser otimizada. ""A idéia é tentar localizar os aluviões, mas não basta só isso. É preciso saber se eles têm quantidade suficiente de água para extração"", ressalta o hidrogeólogo Gilberto Möbus, pesquisador do Departamento de Recursos Hídricos (Dehid) da Funceme. O mapeamento dos corpos aluvionares é feito por meio de sensoriamento remoto, principalmente imagens de satélites. Além dos satélites, os técnicos utilizam um aparelho chamado espectrorradiômetro, que identifica os aluviões em campo, a partir da energia refletida do solo. É a primeira vez que esse aparelho de sensoriamento remoto será utilizado no Ceará. ""É um dos méritos tecnológicos do trabalho"", diz Möbus. Após localizar os aluviões, os pesquisadores retornam a campo para identificar a capacidade hídrica deles. Esse trabalho será feito numa área piloto: a região da Folha de Itapiúna, que abrange parcialmente os municípios de Ibaretama, Ibicuitinga, Itapiúna, Ocara, Morada Nova e Quixadá. O objetivo do projeto, que é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é criar uma metodologia de mapeamento dos aluviões que possa ser usada, posteriormente, em todo o Estado. Informações do JB
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