Com mais de 9 milhões de metros quadrados construídos para o setor privado B2B no Brasil, em 2015, a Racional Engenharia deparou-se com o desafio de iniciar a adoção de processos baseados na metodologia BIM (Modelagem de Informações da Construção) em projetos com design diferenciados e exigências técnicas muito além daquelas existentes na construção civil convencional.

A construtora foi a responsável pelo Projeto Sirius, a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo.

Marcelo Jordão, gerente de engenharia da Racional, lembra que a obra trouxe exigências de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes, desafiando a engenharia brasileira. O acelerador de partículas foi projetado pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que é parte do Centro Nacional de Pesquisa em energia e Materiais (CNPEM), organização supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Inicialmente, o projeto havia sido desenvolvido totalmente em 2D pela Racional. Em 2015, no entanto, veio a demanda do comitê responsável pela construção do Sirius no Brasil.

“O cliente solicitou que lhe fosse entregue um projeto em BIM ao término da obra”

A Racional então optou por antecipar o modelo em BIM e, por ainda não dominar a metodologia, contratou um terceiro para fazer a modelagem antes mesmo do início da obra.

Ali a construtora começou o seu trabalho com BIM. Com o suporte da suíte AEC Collection, da Autodesk, a Racional otimizou todos os processos de compatibilização e visualização de instalações e das áreas técnicas, que possuíam detalhamentos muito complexos.

“O software aliado ao BIM nos ajudou a alcançar o real entendimento de execução dos projetos de estrutura de concreto e metálica junto aos fornecedores, além de permitir a visualização da sequência de execução e avanços da obra”

A Racional então internalizou os processos de modelagem em BIM e passou a desenvolver conhecimentos e sua aplicação também nas fases de coordenação e planejamento de obras.

“Entramos forte com a parte de coordenação, gestão, controle de escopo (orçado x realizado), planejamento da obra, controle das atividades programadas para as semanas que estavam por vir, gestão de prazos”, detalha Jordão. “Tudo isso adaptado às rotinas que a Racional já tinha para planejamento e gestão de projetos”

Centro de ensino e Pesquisa Albert Einstein

Assim, em 2018, quando venceu a concorrência para a construção do novo Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, a Racional já iniciou o trabalho com BIM.

“Antes mesmo de ganhar o contrato, já vínhamos desenhando o projeto em BIM”

O prédio, cujo projeto arquitetônico foi assinado pelo arquiteto israelense Mosche Safdie, também traz desafios para a engenharia ao passo que prioriza locais mais amplos e iluminados.

Jordão explica que hoje, todo o controle dos projetos e obras são realizados com as soluções Autodesk Revit, Dynamo e Navisworks:

“As ferramentas estão integradas com bancos de dados Excel e MS Project, e assim temos total controle sobre as informações”

Na prática, diz Jordão, o uso do BIM gerenciado pelas soluções Autodesk permite à Racional levantar volumes de materiais necessários, bem como identificar alterações em obras muito mais rapidamente.

“O levantamento de volume de concreto, por exemplo, que antes levava cerca de oito dias, hoje fazemos em quatro horas. O mesmo vale para as comparações entre projetos e obras para a identificação de mudanças. Temos muito mais assertividade da obra”

Outra questão destacada por Jordão é a compatibilidade das ferramentas da Autodesk com outras soluções de mercado.

“Ainda que recebamos dados em outros formatos, facilmente os lemos e integramos ao projeto gerenciados com Autodesk”

O gerente de engenharia acrescenta que esse controle e compatibilidade se revertem em mais competitividade para a Racional, principalmente porque a construtora consegue levantar quantidades e demonstrar como a obra será executada, através de modelos 4D, antes que ela seja iniciada. E isso independe da dificuldade e complexidade da obra, como foi o caso do Projeto Sirius e da Faculdade Albert Einstein.

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