O Sebrae e a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) anunciaram a liberação de R$ 2 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para auxiliar o país a enfrentar o avanço do Coronavírus em seu território.

O aporte será somado a outros R$ 4 milhões da EMBRAPII e a contrapartidas das empresas e recurso econômicos das Unidades EMBRAPII. A expectativa é chegar a R$ 10 milhões em projetos de PD&I.

“Socorrer o pequeno negócio neste momento, é socorrer o país! É manter os empregos e condições mínimas para a economia continuar girando. Junto à Embrapii, estamos direcionando esforços para agilizar a construção de soluções que possam impactar mais rapidamente neste enfretamento emergencial. Apostamos e confiamos na capacidade inovadora dos nossos empreendedores”

analisa o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick

José Luis Gordon, diretor de Planejamento e Gestão da EMBRAPII , complementa:

“Neste momento, as instituições precisam se unir para conter o avanço desta pandemia. A EMBRAPII e o Sebrae decidiram destinar recursos para ideias inovadoras de startups e pequenos empreendedores que possam potencializar o combate ao vírus no país”

Os recursos das instituições poderão ser utilizados por startups, micro e pequenas empresas associadas ou não à médias ou grandes empresas em projetos de inovação. As soluções podem envolver o diagnóstico e o tratamento da doença. As tecnologias incluem softwares, sistemas inteligentes, hardware, peças e equipamentos médicos, entre outros. Além do recurso, as startups e empresas poderão contar com o suporte técnico de pesquisadores especializados e a infraestrutura tecnológica das Unidades EMBRAPII no desenvolvimento de projetos. São 42 Unidades em 14 estados e no DF.

Contrato EMBRAPII e SEBRAE

Os R$ 2 milhões de reais correspondem à 50% da primeira parcela do acordo de R$ 30 milhões entre as duas instituições. O recurso se soma a outros R$ 20 milhões, que já permitiram o desenvolvimento de 109 projetos de inovação de startups, micro e pequenas empresas de base tecnológica. Há três modalidades previstas no contrato. A primeira, voltada para o desenvolvimento tecnológico, destina-se apenas aos microempreendedores individuais, startups, micro e pequenas empresas. A segunda, é destinada ao encadeamento tecnológico e conta com a participação de empresas de médio e grande porte atuando como parceiras dos pequenos empreendedores. A terceira, é o incentivo à inovação aberta com uma linha de financiamento voltada à criação de consórcios de empresas com interesse comum. A proposta inclui uma ou mais MGEs (Médias e Grandes Empresas) atuando em parceria com pequenos empreendedores.