Os voos BVLOS (Beyond Visual Line of Sight, em inglês) podem ser operados no Brasil, desde que o drone em questão tenha sido devidamente certificado, ou seja, tenha recebido a Autorização de Projeto da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Sem essa Autorização, a aeronave não tripulada pode representar um perigo às pessoas em solo e também ao Espaço Aéreo.

Para que um drone receba a Autorização de Projeto para voos além do alcance visual do piloto, é necessária a realização de um processo que envolve o trabalho de engenharia e harmonia com as Autoridades Aeronáuticas brasileiras. Tudo para garantir que haja o cumprimento de todos os requisitos de segurança de projeto e operação conforme o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial RBAC-E no 94, publicado pela ANAC.

O conceito de Autorização de Projeto para drones, ou RPAs (Remotely Piloted Aircraft), é bastante semelhante à certificação de uma aviação tripulada. Nesse processo, o fabricante ou o representante do fabricante no Brasil precisa demonstrar à ANAC aspectos de segurança, como lógicas de segurança, duplicidade de sistemas, confiabilidade e robustez das proteções incorporadas aos drones contra a evasão de aéreas determinadas.

A obrigatoriedade da Autorização de Projeto vale para drones Classe 3 (250g a 25kg) em voos BVLOS ou acima de 120 metros do solo e para aeronaves não tripuladas Classe 2 (25kg a 150kg) em qualquer tipo de voo, seja BVLOS ou mesmo VLOS (Visual Line of Sight, em inglês).

O aspecto segurança é o que baliza todo o processo. Não por acaso, uma das principais análises realizadas durante o andamento da certificação é o Functional Hazard Assessment (FHA), um termo originário da indústria aeronáutica, que avalia como as lógicas e sistemas embarcados em um drone respondem a um cenário de falha, como perda de alimentação elétrica, sistema de navegação ou de enlace com a RPS, a estação de pilotagem.

Para a certificação BVLOS, quatro grandes etapas precisam ser vencidas. A primeira é a apresentação do Plano de Trabalho e o ConOPS, que é o conceito de operações. Na sequência, passa-se para o estabelecimento da Base de Certificação e os Meios de Cumprimento de Requisitos. A terceira é a apresentação dos Relatórios Técnicos de Projeto. E, por fim, os Ensaios em Voo de desenvolvimento e certificação.

Autorização de Projeto é fundamental para o setor de drones profissionais

O processo para a obtenção de Autorização de Projeto é mais simples do que parece, porém exige um esforço considerável de engenharia, que pode variar de 2 a 6 mil horas de trabalho, dependendo da complexidade da aeronave. No fim, esse esforço não é meramente burocrático para o cumprimento das normas, e sim uma contribuição de engenharia para a profissionalização dos drones.

Além disso, a certificação permite a escalabilidade de operações BVLOS no país. Isso porque, ao receber a Autorização de Projeto da ANAC, ela se aplica a todas as unidades do modelo aprovado. A operação vai depender apenas da emissão do Certificado de Aeronavegabilidade Especial para RPA (CAER) para cada exemplar.

A AL Drones, empresa de Engenharia & Consultoria para drones profissionais, é pioneira no tema no Brasil, e obteve em abril de 2019 a primeira aprovação BVLOS do país, com a série de drones de mapeamento SenseFly eBee. A companhia já conduziu a Autorização de Projeto de cinco modelos para voos BVLOS e possui hoje mais sete projetos em andamento para suportar o desenvolvimento e/ou certificação BVLOS junto à ANAC, o que faz da AL Drones a maior certificadora de aeronaves não tripuladas do Brasil.

“Na AL Drones, trazemos a experiência da certificação aeronáutica para nossos processos de Autorização de Projeto. O voo BVLOS requer o cumprimento de requisitos de segurança, que são demonstrados à ANAC nesse processo”, afirma Lucas Florêncio, sócio e cofundador da AL Drones.

André Arruda, cofundador da Companhia, alega que “a experiência com ensaios de aeronaves é fundamental para o sucesso dos processos de Autorização ANAC. Em nossa equipe, contamos com engenheiros que já realizaram a certificação de aeronaves comerciais, com formação em Engenharia de Ensaio em Voo pela Universidade de Embry-Riddle, Estados Unidos”.

Para garantir a melhor condução nos processos de Autorização de Projeto, a equipe da AL Drones conta com a expertise adquirida ao longo de mais de dez anos na indústria da aviação, com uma equipe de engenheiros aeronáuticos e pilotos com passagem por grandes empresas, como EMBRAER, AIRBUS e LATAM Linhas Aéreas.

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