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Fogo na Antártica

Por Eduardo Freitas | 13h35, 27 de Fevereiro de 2012

O incêndio na base brasileira na Antártica – sim, escreve-se como a cerveja, e não “Antártida”, ou você chamaria o círculo polar de “antártido”? -, além de uma tragédia pessoal pelos mortos e feridos, vai atrasar a pesquisa na região. Até que uma nova base seja construída e os trabalhos retomados, serão vários anos de espera.

Ocorrido no último sábado (25/2), o acidente na Estação Antártica Comandante Ferraz expôs a fragilidade e o improviso das instalações onde trabalhvaam cientistas brasileiros – eram 60 pessoas na base no dia do incêndio. A base começou a operar em fevereiro de 1984, levada à Antártica em módulos pelo navio oceanográfico Barão de Teffé, mas cresceu baseada em “puxadinhos” e não em um projeto de expansão pré-definido.

incendio base brasileira antartica Fogo na AntárticaOs programas de pesquisas que eram feitos na base permitiam estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia.

Nadal

Logo que soube do acidente, lembrei do meu professor Carlos Nadal. Todos os que fizeram a disciplina Astronomia de Posição no curso de Engenharia Cartográfica da UFPR, devem lembrar das histórias do Nadal, dentre elas suas peripécias na base brasileira na Antártica. Alguns cientistas da UFPR estavam participando de pesquisas na base no dia do acidente, o que evidencia que a estação está muito longe mas ao mesmo tempo bem próxima de nós, com conhecidos que estavam – ou poderiam estar – lá, além de um forte impacto na pesquisa brasileira, que vai precisar se recuperar do baque e seguir em frente.

Em nome do MundoGEO, nossos sentimentos aos familiares dos mortos e feridos no acidente.

Atualização às 14h30: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicou uma nota sobre a atuação do Instituto na base brasileira na Antártica. Segundo a nota, no momento do acidente, estavam na estação dois profissionais do Inpe: José Roberto Chagas, da Divisão de Geofísica Espacial; e José Valentin Bageston, da Divisão de Aeronomia. Ambos estavam na Antártica desde o dia 10 de fevereiro e tinham retorno previsto para o início de março. Eles estão bem e desembarcaram no Rio de Janeiro na madrugada desta segunda-feira, com o grupo trazido de Punta Arenas, Chile, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Ainda hoje ambos devem chegar a São José dos Campos.

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TerraSAR-X escaneia a Estação Espacial Internacional

Por MundoGEO | 15h55, 09 de Março de 2010

TerraSAr X TerraSAR X escaneia a Estação Espacial InternacionalA Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi completamente sacaneada escaneada pelo satélite TerraSAR-X.

Operado pela empresa Infoterra, o TerraSAR utiliza a tecnologia de radar para fazer mapeamentos com resolução espacial de até 1 metro.

Diferentemente de câmeras óticas, o radar não precisa "enxergar" as superfícies a serem mapeadas.

Contando com essa tecnologia, no dia 13 de março de 2008 o TerraSAR mapeou a ISS, que passou a apenas 195 quilômetros do satélite.

iss terrasarx radar TerraSAR X escaneia a Estação Espacial InternacionalA passagem pelo campo de visão levou apenas três segundos, mas foi o suficiente para que o radar de abertura sintética pudesse adquirir a imagem da Estação Espacial.

Apenas algumas horas após o imageamento, uma nuvem de pontos 3D da ISS já estava disponível no escritório da Infoterra.

Uma configuração como esta acontece 10 a 11 vezes por mês, porém não existe risco de haver uma colisão, já que os veículos encontram-se em órbitas diferentes. O TerraSAR fica a 514 quilômetros de altitude, enquanto a ISS orbita a Terra entre 360 a 450 quilômetros.

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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