De acordo com estudo, Paraná recebe 43% mais energia solar do que a Alemanha, um dos países que mais investe nessa fonte, no mundospacer Atlas Solar do Paraná mede energia disponível em qualquer ponto do estado

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Da esquerda pra direita: Darci Piana, Norberto Ortigara, Luiz Fernando Vianna, Antônio Bonetti, Enio Pereira, Paulo Schmidt, Ramiro Wahrhafig e Cezar Augusto Romano.

Novos investimentos em energia solar no território paranaense acabam de ganhar um forte aliado. É o Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná, projeto que é resultado de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu, Universidade Federal Tecnológica do PR e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), lançado nesta manhã de segunda-feira (4), em Curitiba.

O Atlas confirma o grande potencial solar do Paraná que, embora seja menor que o de outros estados brasileiros – como os do Nordeste –  é 43% superior ao da Alemanha, um dos cinco países que mais investe nessa fonte renovável, no mundo. O potencial paranaense é, ainda, 18% superior ao da França e 55% maior que o do Reino Unido.

“A Itaipu tem como missão promover o desenvolvimento sustentável, o que inclui a pesquisa de novas tecnologias e o fomento a outras fontes renováveis que são complementares à hidráulica”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Vianna, durante a solenidade de lançamento do Atlas, realizada no edifício Parigot de Souza, sede da Itaipu em Curitiba.

De acordo com o professor Gerson Máximo Tiepolo, coordenador do Laboratório de Energia Solar (Labens) da UTPFR e um dos autores do estudo,  o Atlas permite saber com precisão a energia solar disponível em cada um dos 399 municípios do Paraná ou em qualquer ponto do estado, inclusive de acordo com a época do ano.

O projeto utilizou uma modelagem matemática que mede o espalhamento da energia solar no território, aliando imagens de satélite, estações do Inpe e estações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). “A metodologia também considerou variáveis que influenciam no aproveitamento da energia solar, como altitude, visibilidade, temperatura do ar, umidade relativa, entre outras”, explicou Alisson Rodrigues Alves, do PTI, outro autor do estudo.

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professor Gerson Máximo Tiepolo, coordenador do Laboratório de Energia Solar (Labens) da UTPFR, um dos autores do Atlas.

Com isso, é possível saber de antemão quanta energia poderá ser produzida em um projeto de geração solar, até mesmo residencial. E qualquer cidadão pode consultar a base de dados, que também está disponível na internet, no site www.atlassolarparana.com. “Não é preciso ter conhecimento avançado de energia para ter uma estimativa com alto grau de precisão de quanto um sistema de geração de energia solar vai gerar”, acrescentou Tiepolo.

“A geração de energia a partir de fontes renováveis, como a solar, é um caminho sem volta”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, que representou o governo estadual no evento. Ele informou que o estado hoje conta com um grupo de trabalho que está estudando incentivos para fomentar a geração distribuída no Paraná (incluindo, além da solar, a biomassa e a eólica) e que pretende lançar um marco regulatório para o setor no Show Rural Coopavel, em fevereiro de 2018.

Além de Ortigara, a solenidade também contou com a participação do secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, Antônio Bonetti, do dreitor-geral do Campus Curitiba da UTFPR, Cezar Augusto Romano, do presidente da Fecomércio-PR, Darci Piana, do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Vianna, do coordenador do Laboratório de Energias Renováveis do Inpe, Enio Pereira, do diretor-superintendente da Fundação PTI, Ramiro Warhaftig, e do superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Afonso Schmidt, entre outras autoridades.

Fotos: Júlio Covello/Itaipu Binacional