Não é só o Google, Navteq e outros grandes players do setor de TI que equipam seus carros e ganham as ruas para gerar suas bases de dados tridimensionais. Sistemas móveis de mapeamento – ou sistemas de mapeamento móvel – já chegaram ao Brasil e são realidade no setor de topografia.

Os laser scanners já são bem conhecidos dos leitores da InfoGNSS. Há anos suas funcionalidades são presença garantida nas páginas da revista, mostrando como essa tecnologia permite mapear rapidamente grandes áreas e gerar nuvens com milhares de pontos em 3D, que podem ser processados para a criação de modelos fiéis da realidade.

Mas alguém teve a brilhante ideia de colocar estes equipamentos – caríssimos, por sinal – em cima de um carro ou camionete, juntamente com um sistema inercial, e então surgiram as soluções móveis de mapeamento, com as quais é possível dirigir um veículo e mapear uma estrada inteira em poucas horas.

Não faz muito sentido usar sistemas desse tipo em áreas rurais. Para esse tipo de levantamento, os receptores GNSS e estações totais são as soluções mais indicadas. Porém, em áreas urbanas, estradas, ferrovias, minas, entre outros ambientes com grande quantidade de detalhes, os sistemas embarcados podem ser uma alternativa para a geração de modelos 3D, em tempo mais curto e – para grandes áreas – com menor custo em relação ao método convencional de topografia. As medidas podem atingir precisão sub-métrica, com aplicações nas áreas de cadastro, registro de mudanças, inspeções de qualidade, entre outras.

Geralmente, as soluções de mapeamento móvel disponíveis no mercado utilizam receptores geodésicos, sistemas inerciais e velocímetros para realizar o posicionamento das imagens, enquanto as câmeras digitais e laser scanners geram dados para os modelos. Já os softwares para aquisição e processamento dos dados coletados combinam as varreduras realizadas com os sensores e a trajetória gerada pelos sistemas de posicionamento, fornecendo uma densa nuvem de pontos georreferenciada, que pode ser exportada para vários formatos.

A figura de um topógrafo dirigindo um “possante” e mapeando, em tempo real, uma estrada inteira, seria uma imagem de ficção científica há alguns anos. Com a evolução dos receptores GNSS e dos sistemas inerciais, com o barateamento das câmeras digitais – chegando facilmente, hoje, a dezenas de megapixels – e com a chegada no mercado dos laser scanners, tornou-se possível a integração de tudo isso sobre um veículo. Agora, a topografia é feita sobre rodas!

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Eduardo Freitas é engenheiro cartógrafo, técnico em edificações e mestrando em C&SIG.
Editor da Revista InfoGNSS
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