fevereiro | 2012 | Geodireito

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ANEEL realiza consulta pública sobre SIG no setor elétrico

Por Luiz Antonio Ugeda Sanches | 14h28, 28 de Fevereiro de 2012

IGD mundoGEO22 150x150 ANEEL realiza consulta pública sobre SIG no setor elétricoA Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel abriu consulta pública para obter subsídios para o levantamento de modificações dos procedimentos relativos ao Sistema de Informação Geográfica Regulatório – SIG-R (Seção 2.4 do Módulo 2 e Anexos I e II do Módulo 6 dos Procedimentos de Distribuição – PRODIST).

A atividade está prevista na Agenda Regulatória Indicativa da ANEEL para o Biênio 2012-2013, que elenca a realização da atividade “Revisar a regulamentação sobre Sistema de Informação Geográfica Regulatório – SIG-R (Módulos 2 e 6 dos Procedimentos de Distribuição – PRODIST)”, que deverá contar com ampla participação do setor de geotecnologias.

A importância do georreferenciamento ocorre para aprimorar a confiabilidade e a rastreabilidade de informações de ativos para o processo de Revisão Tarifária Periódica, permitindo conhecer a quantidade de ativos total, por tipo, por data e por localidade.

Com prazo limite para colaboração fixado em 05/03/2012, para acessar as informações técnicas, clique aqui.

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Mapa mostra consumo de energia em cada construção de Nova York

Por Luiz Antonio Ugeda Sanches | 17h23, 15 de Fevereiro de 2012

IGD mundoGEO21 150x150 Mapa mostra consumo de energia em cada construção de Nova YorkPesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, criaram um mapa detalhado sobre o consumo de energia na cidade de Nova York. Disponibilizado na internet, ele mostra o total consumido por cada construção em todas as cinco áreas da cidade: Manhattan, Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island. O mapa também mostra os gastos por tipo de energia: eletricidade, água quente, aquecedor e ar condicionado.

As áreas que mais gastam energia são comerciais, que representam metade do consumo total e 30% das construções da cidade. Somente o centro de Manhattan usa mais energia que todo o Quênia, na África, afirmou o pesquisador Vijay Modi, co-autor do estudo no qual o mapa se baseou, em entrevista para o “The Wall Street Journal”.

As áreas de escritório em Manhattan aparecem em vermelho escuro no mapa, o que indica elevado consumo de energia. Já as áreas residenciais, como o Harlem, são amarelas ou laranja, cores que representam menor uso energético.

Nas residências, o maior gasto é com aquecimento. “Enquanto as discussões [sobre redução do consumo de energia] geralmente são focadas em uso elétrico, as construções residenciais de Nova York, sejam elas casas ou apartamentos, gastam muito mais energia na forma de aquecimento que em eletricidade. Quase todo esse aquecimento é obtido de óleo ou gás natural”, alertou Modi, em material de divulgação.

Pesquisa

A expectativa dos pesquisadores é que o mapa ajude urbanistas, engenheiros e políticos a entender a dinâmica do uso de energia na cidade e possibilite planejar soluções mais eficientes e que emitam menos gases do efeito estufa. Eles também esperam que a população busque saber qual é o consumo na sua área e reduza o uso de energia.

“Nós queremos iniciar um debate com a população de Nova York sobre eficiência energética e conservação, ao colocar o consumo de energia no contexto de todos os nova-iorquinos”, disse Bianca Howard, estudante de Ph.D. em engenharia mecânica e autora do mapa, em material de divulgação.

Segundo Modi, o mapa também pode estimular os residentes a criar alternativas de abastecimento energético coletivas, mais eficientes e menos poluidoras. Assim, por exemplo, prédios vizinhos, quarteirões ou mesmo bairros poderiam encontrar soluções integradas.

Para criar o mapa, os pesquisadores usaram dados sobre o consumo médio de energia de acordo com código postal. Em seguida, eles estimaram os gastos por construção.

Para conhecer os mapas, clique aqui.

Fonte: G1

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Projeto Mapas Coletivos é lançado em São Paulo

Por Luiz Antonio Ugeda Sanches | 17h09, 15 de Fevereiro de 2012

IGD mundoGEO2 150x150 Projeto Mapas Coletivos é lançado em São PauloFoi lançado no último dia 8 pelo Instituto Claro, a Associação O Eco e a Rede Nossa São Paulo o projeto Mapas Coletivos, uma ferramenta que irá mensurar a qualidade de vida de São Paulo. O site servirá para coletar dados e gerar novos indicadores acerca da maior cidade do país.

“Queremos proporcionar acesso livre e de qualidade a dados cruciais para os cidadãos” explica um dos idealizadores do projeto, Gustavo Faleiros, coordenador de projetos de ((o))eco. O site foi um dos quatro ganhadores da segunda edição do Prêmio Instituto Claro, escolhido entre mais de 1380 inscritos por sua proposta de inovação no meio urbano. O projeto foi concebido por Faleiros em parceria com Juliana Mori.

A ideia é que qualquer pessoa possa criar seus próprios mapas e convidar o público a colaborar. Os temas do mapa, ligados à discussão de sustentabilidade urbana, são os seguintes: Áreas Verdes, Mobilidade, Qualidade do Ar, Água, Acessibilidade, Cultura, Educação, Alimentação, Limpeza e Saúde, mas há também estímulos a relatos pessoais, feitos na seção Minha SP. Nessa parte do site, é possível ler histórias da relação afetiva dos paulistanos com sua cidade.

A plataforma, que utiliza o software aberto Ushahidi, foi feita para ser usada na internet. Porém, em breve, será lançado também o aplicativo para celulares. “O principal conceito é promover a geração de indicadores colaborativos como forma de engajamento dos cidadãos na arena pública”, explica Faleiros.

O site pode ser conhecido clicando aqui.

Fonte: O Eco

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Unesp sedia Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais

Por Luiz Antonio Ugeda Sanches | 20h04, 02 de Fevereiro de 2012

O Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” -IGCE/UNESP através dos seus programas de pós-graduação em Geologia Regional, Geografia e Geociências e Meio Ambiente, o Instituto Geológico –IG, o Serviço Geológico do Brasil – CPRM e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Estado de São Paulo – CEDEC se uniram para promover o Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, no período de 14 a 17 de maio de 2012, no Câmpus Universitário da UNESP Rio Claro – SP.

O objetivo do congresso é criar um espaço para discussão e apresentação de trabalhos entre pesquisadores nacionais e estrangeiros que se dedicam ao estudo dos grandes desastres naturais com trágicas consequências para a preservação da geodiversidade, biodiversidade e do meio ambiente.

A apresentação de trabalhos científicos, palestras, mesas redondas e minicursos deverão se desenvolver considerando cinco eixos temáticos: (i) Enchentes e Inundações; (ii) Erosão e Escorregamentos; (iii) Secas, Temperaturas Extremas e Vendavais; (iv) Análise e Mapeamento de Riscos; e (v) Gestão de Desastres Naturais

Para conhecer mais, clique aqui.

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Rondon, cartografia e o reconhecimento mundial

Por Luiz Antonio Ugeda Sanches | 20h02, 02 de Fevereiro de 2012

Ao retomar os fatos históricos sobre a demarcação da divisa entre Mato Grosso e Pará, faixa que se encontra em litígio e processo jurídico para a revisão de 22 mil km² delimitado de forma equivocada, surge na memória a figura de Rondon.

Dedicando a maior parte de sua vida para a elaboração das primeiras cartas geográficas brasileiras, Mal. Cândido Rondon percorreu cerca de 500 mil km², entre os sertões, cerrados, pantanal, florestas e fronteiras do Brasil.

Conhecido como patrono das Comunicações no Brasil, indigenista e pacificador, o Mal. Rondon, mato-grossense de Mimoso, viveu quase um século (de 1865 a 1958), a maioria em missões de desbravamento e de pesquisas científicas.

O que a maioria dos brasileiros talvez não saiba, bem como a nova geração, é sobre o reconhecimento internacional e a repercussão da obra científica de Rondon.

Cândido Rondon estudou no Liceu Cuiabano e aos sete anos foi para o Rio de Janeiro, em 1874, onde entrou na Escola Militar, formando-se em Matemática e em Ciências Físicas Naturais. Trabalhou no Laboratório Astronômico até ser destacado, em 1889, para a implantação das linhas telegráficas em Mato Grosso, Goiás e Amazonas.

Durante suas missões pelo Exército Brasileiro para a implantação de linhas telegráficas, também coordenou missões científicas, revelando aos brasileiros e ao mundo estudos sobre a botânica, geografia, antropologia, cartografia, zoologia e riquezas minerais.

A expedição científica Roosevelt/Rondon, entre 1913 e 1914, consolidou o nome de Rondon junto à comunidade científica estrangeira. Ex-presidente dos Estados Unidos, na época, Theodore Roosevelt, então membro da Sociedade Geográfica Americana, concedeu o Prêmio Livingstone a Rondon pelas obras e estudos. Pela importância do conjunto de trabalhos, Roosevelt equiparou e incluiu o mato-grossense ao grupo de quatro grandes exploradores dos tempos: Amundensen e Peary (descobridores do Polo Norte e Polo Sul), Charcot e Byrd (exploradores que se aprofundaram nas terras ártica e antártica). O nome de Rondon foi incluso na placa de ouro, na Sociedade Geográfica Americana, em Nova Iorque, ao lado daqueles exploradores.

Em 1917, foi convocado pelo governador Bispo Dom Aquino Correa para desenvolver o trabalho cartográfico sobre a demarcação da divisa do estado, inclusive pelo Tratado de 1900 entre Mato Grosso e Pará.

A repercussão também se deu com suas obras indigenistas e seu trabalho como primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Suas pesquisas exploratórias corrigem informações cartográficas e de navegabilidade de muitos rios. O próprio Rondon sempre fez questão de reconhecer e agradecer a contribuição dos indígenas. Optou pelo pacifismo e não agressão, mantendo várias aldeias de diversas etnias sob sua proteção.

Entre 1927 e 1930 fez a demarcação das fronteiras brasileiras com Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Guianas, realizando estudos sobre as condições de povoamento e segurança das fronteiras.

Pelo reconhecimento de seus trabalhos cartográficos, foi convidado para ser o mediador na demarcação de divisas entre Peru e Colômbia, conhecido como Tratado de Letícia, evitando um conflito diplomático que poderia, na época, chegar a guerra entre os países envolvidos.

Para ler mais, clique em http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=4405&acao=DetalheNoticia&Parametro=H

Fonte: Diário de Cuiabá

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  • Luiz Antonio Ugeda Sanches
    @luizsanches
    Advogado e geógrafo. Presidente do Instituto Geodireito (IGD). Sócio do Demarest e Almeida Advogados. Doutorando em Geografia pela UnB. Mestre em Direito e em Geografia, ambos pela PUC/SP.

    Advogado e geógrafo. Presidente do Instituto Geodireito (IGD). Sócio do Demarest e Almeida Advogados. Doutorando em Geografia pela UnB. Mestre em Direito e em Geografia, ambos pela PUC/SP.

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