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Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Por Eduardo Freitas | 7h31, 31 de Janeiro de 2017

Com os recentes lançamentos, os chineses se consolidam entre os grandes players nos mercados de imagens de satélite de altíssima resolução e também de radar. Entenda porque o tempo do “Xing Ling” já era…

Por Eduardo Freitas

Hiphone 6 355x355 Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radarSe você ainda não conhece o termo “Xing Ling”, era uma maneira pejorativa de se referir ao produtos chineses, que até há pouco tempo eram versões bem menos sofisticadas dos líderes de mercado.

Mais ou menos como este “HiPhone” aqui do lado…

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Porém, com o avanço tecnológico, os chineses estão literalmente atropelando em várias áreas.

Veja o Beidou, por exemplo, que é o sistema chinês de navegação por satélite que já tem mais veículos em órbita do que o europeu Galileo e em breve terá cobertura global…

E no setor de veículos aéreos não tripulados (ou drones, se preferir), a líder global é a chinesa DJI, que apresenta novidades quase semanalmente e tem drones profissionais para várias aplicações, desde filmagem até agricultura.

Já na área de Geomática, não sei se você lembra, mas há alguns anos o grupo Hexagon – dono de várias marcas, inclusive Leica, Intergraph e Erdas – comprou a fabricante chinesa de receptores GNSS e estações totais Geomax.

Olhos chineses nos observando do espaço…

Na área de observação da Terra, com os recentes lançamentos, os chineses se consolidam entre os grandes players nos mercados de imagens de satélite de altíssima resolução e também de radar.

No início de janeiro a China recebeu as primeiras imagens de um par de satélites de sensoriamento remoto de alta resolução, que tinham sido lançados no final de dezembro passado.

Nesta imagem capturada abaixo, turistas podiam ser vistos visitando o palácio de Potala, na região do Tibet:

imagem de satelite do spaceview 1 em potala no tibet Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Os dois satélites foram colocados em órbita no dia 28 de dezembro e estão operando a uma altitude de 500 quilômetros, com uma resolução pancromática de 0,5 metro e multiespectral de dois metros.

Sim, você leu certo… 50 centímetros de resolução espacial!

Na imagem a seguir, dá pra ver o porto de Kwai Tsing, em Hong Kong:

imagem de satelite do spaceview 1 de porto de cargas kwai tsing em hong kong Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Estes dois novos satélites fazem parte da primeira constelação de satélites comerciais de sensoriamento remoto multi-sensor da China, conhecida como SuperView-1.

E no setor de radar, o satélite chinês de alta resolução Gaofen-3, equipado com um Radar de Abertura Sintética (SAR, na sigla em inglês), enviou suas primeiras imagens na semana passada.

Com resolução de até um metro, o Gaofen-3 foi lançado em agosto de 2016 e agora coloca a China de uma vez por todas no mercado de imagens obtidas com radar, sendo o primeiro veículo de sensoriamento remoto de baixa órbita chinês previsto para ter uma longa vida útil.

Na imagem a seguir, pode-se ter uma ideia do detalhamento das imagens, na região do Aeroporto Internacional de Pequim:

imagem radar da regiao do aeroporto internacional de pequim Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Radares têm a vantagem de obter imagens em qualquer condição climática, independentemente de exposição solar ou presença de nuvens.

O Gaofen-3 é capaz de alternar livremente entre 12 diferentes modos de imageamento, com resolução espacial variando de um a 500 metros e sua maior faixa de observação é de 650 quilômetros.

Com mais lançamentos previstos para 2017, a constelação chinesa vai contar com 24 satélites ao todo e deverá estar concluída até 2022. Alguém duvida?

Concorrência anos à frente…

Tandem L 300x243 Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radarPor outro lado, grandes empresas de Observação da Terra como a DigitalGlobe e Airbus Defence and Space estão em uma próxima fase, que já ultrapassou a questão da coleta de imagens e se preocupa em fornecer uma plataforma completa de acesso, uso e compartilhamento de dados geoespaciais.

Aproveito pra adiantar um conteúdo que vai estar na próxima edição da revista MundoGEO… Recentemente entrevistei o Dr. Alberto Moreira, brasileiro que está a frente de vários projetos no Centro Aeroespacial Alemão, com foco nos levantamentos com radar, e o lançamento mais ousado será o TanDEM-L, uma missão usando uma nova tecnologia que permitirá mapear a Terra 100 vezes mais rápido (!) que os atuais satélites TerraSAR e TanDEM-X.

Com o TanDEM-X, hoje demora um ano para mapear a Terra, enquanto que com o TanDEM-L isso poderá ser feito duas vezes por semana. A Terra inteira, em 3D!

Ainda vem muita coisa boa por aí…

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O que achou desta análise? Envie pra mim seu feedback que será um prazer saber sua opinião: eduardo@geoeduc.com

Post publicado originalmente no GEOeduc

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Mapas online na mira do governo chinês

Por MundoGEO | 16h44, 25 de Maio de 2010

 

Não bastasse a pendenga com o Google, agora a China mira em todo tipo de mapa online. O governo anunciou recentemente que vai implementar novas regras para mapas na web, com o objetivo de proteger informações estratégicas, como a localização de bases militares, por exemplo.

O que é mais surpreendente é a pena: de sete a dez anos de prisão. Isso se o "neogeógrafo pirata" não mostrar algum quartel chinês, o que poderia levá-lo á pena de morte com o pagamento da bala pela família do pobre analista de geoprocessamento.

Segundo Song Chaozhi, diretor do Departamento de Cartografia e Mapeamento da China, já está em curso uma investigação para detectar sites com mapas "problemáticos". De acordo com as novas normas, servidores de mapas não deverão manter registros de dados geoespaciais – em qualquer formato – dos últimos três anos. A nova regulação inclui todos os mapas baixados ou copiados da internet em telefones celulares ou computadores de mão. Até dezembro, a intenção do governo chinês é desabilitar sites ilegais ou não-registrados, além de publicar e divulgar uma "lista negra" para a população.

Parece ser um pouco tarde para isso, devido ao volume de informação que já se encontra disponível em computadores pessoais e que pode ser disponibilizado na internet por qualquer um. Estima-se que a China tenha 42 mil sites com mapas e o número cresce exponencialchinesmente. Em 2009, pelo menos 3,7 mil foram considerados "ilegais" e 200 foram fechados.

Afinal, o que a China quer esconder?

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China no umbigo do mundo

Por MundoGEO | 18h28, 01 de Março de 2010

Um mapa com data de 1602, do cartógrafo Matteo Ricci, colocava a China praticamente no centro do Universo. Durante séculos, este mapa era uma lenda – um verdadeiro "Santo Graal" para os cartógrafos -, pois seu paradeiro era desconhecido.

A carta veio à tona recentemente, e estará exposta na Biblioteca do Congresso, em Washington, até o dia 10 de abril.

Mapa Matteo Ricci China no umbigo do mundoMatteo Ricci foi um jesuíta italiano que viajou à China para evangelizar, mas que também levou consigo alguns conhecimentos de cartografia. Por encomenta do imperador Wanli, da dinastia Ming, o padreco-cartógrafo empreendeu a elaboração de um mapa mundi. Como não podia deixar de ser, o mapa colocava o território chinês exatamente no centro.

Somente duas de suas sete cópias encontram-se em bom estado, incluindo a que está em exposição na capital norte-americana, cujos seis painéis medem 3,7 metros de largura por 1,5 de altura.

Na sua representação cartográfica do mundo, Ricci incorporou caracteres chineses, detalhes do terreno, etnografia, ecologia, política e cultura dos cinco continentes.

O documento também contém informações sobre meridianos e paralelos, as distâncias aos demais planetas e explicações sobre a duração variável das noites e dias.

Na verdade, colocar um país no centro do mapa mundi não é muita novidade. Aqui no Brasil estamos acostumados com mapas que colocam a Europa em evidência, mas para australianos, indianos ou russos, o mapa é bem diferente.
 

Fácil de entender a narração, não é ? icon smile China no umbigo do mundo

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O Brasil precisa de engenheiros …

Por MundoGEO | 16h52, 22 de Janeiro de 2010

… e de tecnólogos, técnicos, geógrafos, geólogos, arquitetos, urbanistas.

Enquanto os demais países do Bric – Rússia, Índia e China – formam centenas de milhares de engenheiros por ano, no Brasil foram pouco mais que 30 mil em 2008.

Esta falta de engenheiros certamente será um problema nos próximos anos, nos empreendimentos para a Copa 2014, Olimpíadas e ParaOlimpíadas de 2016, PAC, pré-sal, etc..

E não é só engenheiro que falta. O problema é em todo o setor de ciências exatas e da Terra, com escassez de técnicos, tecnólogos, geógrafos.

Leia a íntegra de uma entrevista com Roberto Lobo, presidente do Instituto Lobo e ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP), sobre a falta de engenheiros no Brasil.

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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