De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Políticas Públicas”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Políticas públicas: Fonte de recursos, Coordenação, Plano a longo prazo:

O que esperar do Governo para o setor de Geomática? Muito! A lista é grande, mas foram selecionados três pontos essenciais e inter-conectados. Considerando o nível federal, não temos hoje uma instituição que atue como integradora de esforços e coordenadora  das políticas públicas do setor. A prioridade do IBGE sempre foi a estatística. A Diretoria de Serviços Geográficos do exército (DSG) tem suas principais missões ligadas a defesa nacional. A Comissão Nacional de Cartografia (Concar) é um órgão que tem uma missão nobre, mas que na prática pouquíssimo tem feito para dinamizar o setor. Penso que a coordenação do Ministério de Planejamento e Gestão tem papel importante na integração dos esforços dos demais ministérios, bem como na tentativa de unir esforços.

Os avanços com desenvolvimento  da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), pelo IBGE e DSG, tem sido notáveis. O que falta realmente é a definição mais clara das funções dos atores. Sem esta definição não se percebe nenhum movimento claro de um projeto mais a longo  prazo, que viabilize recursos permanentes para a execução e manutenção do mapeamento do país em escala adequada.

O vazio cartográfico continua, e a colcha de retalhos aumenta.  Entra governo, sai governo – de direita, de esquerda, de centro – e infelizmente o quadro não muda. Mas precisa mudar! Este é um assunto dos mais complexos, mais comentados em eventos, mas que a anos não evolui  na velocidade que se espera. Um país que está crescendo, e que deseja de fato ser uma grande potência, tem que ser plenamente mapeado, para que sua infraestrutura seja projetada, executada e monitorada a partir de informações atualizadas, de fácil acesso e georreferenciadas.

O principal questionamento a ser feito não seria “Quanto vai custar este mapeamento”, apesar de sua importância, mas sim: “Quanto custa ao Brasil não ter um mapeamento atualizado?”

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